BURKA
Enclausurada
Entre panos castradores,
Reprimo risos,
Reprimo palavras,
Reprimo gestos,
Amordaçada até às entranhas,
Não vivo…
Sobrevivo!
Caminho pelas ruas estreitas
Em direção ao souk.
Os odores sentidos,
Lembram-me onde habito,
Lembram-me que ali …eu não sou…
Lembram-me que ali… eu não estou…
Eu não sei quem sou,
Eles não sabem quem sou,
Eles não sabem que sob aquele pano
Os meus olhos choram,
O meu coração sangra,
A minha alma se apaga.
Eles não sabem que sob aquele pano
EU EXISTO!
Tina Tinoco
7 de novembro 2012


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